Blog de Robert L. Millet


Diretor de Publicações do Centro de Estudos Religiosos da BYU





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Um milhão de palavras?

POSTED BY: holzapfel

06/17/09


De acordo com a CNN, na quarta-feira passada os vocábulos da língua inglesa chegaram a um milhão de palavras. Os eruditos argumentam que nem é possível contar o número de palavras novas e que tais anúncios se tratam mais de exagero do que realidade. Não obstante, todo o mundo concorda que o inglês possui mais palavras do que qualquer outra língua do planeta e que o número cresce espantosamente de ano em ano. A língua chinesa, por exemplo, possui aproximadamente 450.000 palavras—entre as línguas um segundo lugar distante, mesmo considerando a contagem mais conservadora do vocabulário inglês. O Dicionário Oxford da Língua Inglesa [The Oxford English Dictionary] contém cerca de 600.000 verbetes.

Hoje em dia, aproximadamente dois bilhões de pessoas falam inglês. Mais documentos, artigos e livros são traduzidos para inglês do que para qualquer outra língua. Só um exemplo: Há somente uma dúzia de traduções das obras de Homero em francês.

Porém, há centenas de traduções em inglês.

A língua inglesa continua a ser a língua internacional de negócios e de Internet.
Um dos motivos pelos quais o inglês é tão abrangente é que aceita novos vocábulos. Enquanto isso, muitos puristas e acadêmicos procuram construir muros ao redor de sua língua, no entanto a língua inglesa adota e adapta palavras do mundo inteiro.

Outra razão pela grande divulgação da língua inglesa é a influência da Bíblia inglesa, cujas palavras e frases têm origem na tradução de William Tyndale. David Daniel, professor emérito de inglês da Universidade College London [Faculdade de Londres] e associado honorário das faculdades de Hertford e St. Catherine da Universidade Oxford, observou: “A língua inglesa, quando Tyndale [1494–1536] começou a escrever, era uma língua pobre, falado por poucos numa ilha que ficava próxima ao litoral da Europa, aliás, uma língua desconhecida na Europa” (The Bible in English [A Bíblia em inglês] [New Haven: Yale, 2003], 248).

A tradução de Tyndale produziu novas palavras e expressões que ainda resoam com emoção. Seu domínio de inglês e das antigas línguas bíblicas de hebraico e de grego era notável e seu “dom da língua inglesa era imensurável” (158). Os tradutores da versão do Rei James da Bíblia inglesa “adotaram em grande parte seu estilo e suas palavra na versão deles” (158).

Entre as palavras e frases que ele contribuiu são “atonement [expiação],” “Passover [Páscoa],” “Let there be light [Haja luz],” “I am the good shepherd [Sou o bom pastor]” e “Give us this day our daily bread [O pão nosso de cada dia nos dá hoje]” (Mateus 6:11). Daniel observa a natureza eterna desta última expressão: “A simplicidade daquelas sete palavras, em vocabulário e sintaxe saxões, conformando ao grego comum original, têm perdurado desde 1526 em quase todas as traduções da Bíblia, sendo dezenas feitas no século vinte, com somente uma variação, a infrequente substituição de ‘this day’ por ‘today’” (133).

Quer seja a quarta-feira passada um dia notável quer não, tal anúncio chama atenção a esta língua muito resistente que está se espalhando a todos os cantos do mundo.

(“tags” só disponíveis em inglês)

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